Belo Horizonte: Greve da Educação mostra força da categoria e aponta necessidade de ampliar a luta

Firminia Rodrigues, de Minas Gerais
Belo Horizonte: Greve da Educação mostra força da categoria e aponta necessidade de ampliar a luta
Foto SindRede BH

A greve da educação municipal de Belo Horizonte segue mostrando a força da categoria e escancarando a crise produzida pela política de sucateamento da prefeitura de Álvaro Damião (União Brasil). Após semanas de mobilização, assembleias e atos de rua, a prefeitura foi obrigada a abrir negociações, mas continua sem apresentar uma proposta que responda de fato às reivindicações centrais dos trabalhadores da educação.

A prefeitura de Belo Horizonte conversou com o comando de greve sobre progressão funcional, transparência das vagas, alterações na Lei Orgânica para impedir a substituição de professores por monitores e sobre atuação das OSCs. Entretanto, os pontos centrais da greve continuam sem solução: recomposição salarial real, combate à terceirização da educação, valorização da carreira, fim da sobrecarga de trabalho e garantia de condições dignas nas escolas.

A prefeitura tenta apresentar um reajuste de “6,61%” como se fosse uma grande conquista para a categoria. Mas isso é uma manipulação. Na prática, o governo Álvaro Damião está somando os 4,11% apresentados agora com os 2,4% que já haviam sido ofertados ainda durante a greve do ano passado. Ou seja: não se trata de um novo reajuste de 6,61%, mas de uma maquiagem para tentar esconder que a proposta atual continua insuficiente diante das perdas salariais acumuladas e do aumento do custo de vida.

Apagão da educação

Enquanto tenta vender o reajuste como “responsabilidade fiscal”, a prefeitura mantém contratos milionários, amplia a terceirização através das OSCs e segue atacando a educação pública. O próprio Damião afirmou que as OSCs “vieram para ficar”, deixando evidente o projeto de privatização e precarização da rede municipal.

A greve também denuncia o chamado “apagão da educação” em BH: falta de professores, ataques ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), adoecimento da categoria e cortes nas verbas das escolas.

Mesmo diante das tentativas da prefeitura de desgastar o movimento, a mobilização arrancou avanços parciais e obrigou o governo a negociar. Isso demonstra que somente a luta coletiva pode enfrentar os ataques de Álvaro Damião e defender a educação pública municipal.

O PSTU reafirma total apoio à greve da educação de Belo Horizonte. É preciso ampliar a solidariedade da classe trabalhadora e fortalecer a continuidade da greve para arrancar conquistas reais.

Por reajuste digno, valorização da carreira e defesa da educação pública, gratuita e de qualidade para filhos da classe trabalhadora!

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