Dia 9 de julho, na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), membros do PL, Partido Novo e Missão (MBL) agrediram estudantes mobilizados pela ampliação das cotas na universidade.
A reunião do Conselho Universitário (Consuni) começou às 11h, com o Plenarinho e a Reitoria lotados de estudantes não só da UDESC, mas também de outras universidades, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
A extrema direita, de maneira covarde, tentou provocar e atrapalhar a luta legítima dos estudantes.
Cotas não são privilégio, mas sim uma forma de combater os efeitos da desigualdade, discriminação e violência históricas contra os setores oprimidos. Não se trata de fornecer cotas porque essas pessoas são “incapazes”, mas sim porque, historicamente, foram impedidas de ter acesso a ensino gratuito e de qualidade, não só por serem marginalizadas pela sociedade capitalista, mas também porque os espaços de ensino refletem essa sociedade.
O racismo, a transfobia e o capacitismo nas universidades prejudicam o aprendizado dessas pessoas. Por isso, entrar é difícil, mais ainda é permanecer. É evidente que as cotas são insuficientes e não resolvem a raiz do problema, mas são um primeiro passo, que se conecta com a realização plena de todas as reivindicações democráticas, a qual só será possível com o fim da escravidão assalariada, do jugo do capital, e da tomada do poder pela classe trabalhadora.
A continuação da reunião e votação da ampliação das cotas foi adiada para data, a ser marcada. Eles tentam nos vencer pelo cansaço, mas somos obstinados e intransigentes.
Exigimos que a continuação da reunião seja feita em período letivo, com o máximo de estudantes reunidos e organizados para garantir a aprovação das cotas.
– Amplia UDESC as ações afirmativas, já!
– Formação continuada sobre opressões para docentes, já!
– Consuni somente em período letivo!
Como diz Rosa Luxemburgo: “por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”.