O programa que o PSTU apresenta nestas eleições parte de uma análise do processo de recolonização e retrocesso enfrentado pelo país diante da dominação imperialista das potências capitalistas. Condição que impõe uma desindustrialização crescente do Brasil, empobrecimento e degradação econômica e social, cujos reflexos se sentem nos baixos salários, na precarização do trabalho, na superexploração expressa na Escala 6x1, na ausência de direitos dos trabalhadores de aplicativos, na destruição dos serviços públicos e até na violência urbana.
E afirma de forma categórica: só é possível resolver esses problemas mais sentidos pela população enfrentando esse sistema de dominação do país por grandes monopólios capitalistas. E para isso é preciso questionar a propriedade desses monopólios, enfrentar o imperialismo e tomar, sob controle dos trabalhadores, os setores estratégicos da país, estatizando os setores chaves para que atuem em benefício da classe trabalhadora e da grande maioria da população.
Fruto da análise que o PSTU vem fazendo de forma coletiva nos últimos anos sobre o Brasil, e sua reelaboração programática diante de um capitalismo em crise, enorme polarização social e novas e mais profundas formas de exploração, o programa eleitoral que o partido apresenta é uma breve síntese. Não se propõe, neste sentido, a ser um conjunto de promessas eleitorais, mas antes, uma proposta de guia para a ação para a classe trabalhadora. Queremos disputar a consciência da classe trabalhadora para um programa que, partindo de suas necessidades mais imediatas, questione a dominação imperialista, a grande propriedade e o próprio sistema.
Em breve, o PSTU publicará a sistematização das discussões programáticas realizadas em seu último Congresso.