Campanha contra a condenação de Zé Maria!
A Justiça da 4ª Vara Criminal Federal condenou o presidente do PSTU, Zé Maria, a 2 anos de prisão pelo crime de “racismo”. A decisão ocorre por um discurso de Zé Maria em defesa do povo palestino, denunciando o genocídio e o regime colonialista imposto pelo Estado de Israel sobre a Palestina ocupada.
Diante de uma decisão sem qualquer base legal, o PSTU vai recorrer no Tribunal Federal de São Paulo (TRF3). Mas é um risco esperar que a justiça corrija este absurdo ainda mais com o forte lobby sionista pela criminalização dos lutadores. Esta campanha pela sua absolvição é parte da campanha também pela libertação de Thiago Ávila e Saif, que seguem presos ilegalmente por este país racista e genocida, depois te terem sido sequestrados de águas internacionais por Israel juntos com nossa companheira Mandi.
Por isso, estamos realizando uma campanha contra a condenação e pela absolvição de Zé Maria.
O ataque ao Zé é um ataque contra quem luta em defesa da palestina. Ainda mais nesse momento aonde temos a ameaça do PL da Tabata Amaral (PL 1424/26) prosperar, o que significa a consolidação do cerceamento a liberdade de expressão. Também é um grave precedente contra qualquer lutador desse país. Hoje perseguem quem critica Israel, amanhã poderá ser qualquer trabalhador em greve, sindicato, com qualquer critica ao governo, regime e sistema.
Junte-se a campanha contra a condenação do Zé Maria. Paute na sua entidade, envie moções, participe dos atos e divulgue o abaixo-assinado!
Abaixo-Assinado contra a condenação de Zé Maria
Quem é Zá Maria?
José Maria de Almeida, conhecido como Zé Maria, é um dirigente sindical e político brasileiro cuja trajetória está profundamente ligada à reorganização do movimento operário no país desde o final da ditadura militar. Metalúrgico de origem, iniciou sua militância nos anos 1970, participou das greves do ABC e da campanha das Diretas Já, além de ter sido preso por sua atuação política, inclusive ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva. Teve papel ativo na construção do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), defendendo um sindicalismo combativo e independente.
Nos anos 1990, rompeu com o PT após divergências políticas e participou da fundação do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), tornando-se uma de suas principais lideranças e candidato à Presidência em diversas eleições. Também esteve à frente da construção da CSP-Conlutas, após romper com a CUT, mantendo atuação voltada à organização independente da classe trabalhadora. Sua trajetória inclui ainda participação em mobilizações internacionais e posições políticas de caráter socialista e internacionalista, o que o mantém como uma figura ativa nos debates políticos e sindicais contemporâneos no Brasil.
Solidariedade ao Zé Maria
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