Diante da intransigência do governo e das empresas, greve na CEF e Correios seguem fortes

CSP Conlutas
Diante da intransigência do governo e das empresas, greve na CEF e Correios seguem fortes

As greves dos trabalhadores dos Correios e da CEF (Caixa Econômica Federal) estão prestes a completar duas semanas e a intransigência do governo Lula e das direções das empresas estatais segue sendo a tônica.

Ambas as categorias iniciaram o movimento paredista em 10 de setembro e com pontos de reivindicação parecidos, em especial a luta pela manutenção dos planos de saúde, que estão sob graves ataques.

Não à toa as greves seguem fortes, já que o gasto dos brasileiros com o tema cresceu muito acima da inflação no último período e tem abocanhado uma parcela cada vez maior dos salários.

Intransigência nos Correios

Judicializar a greve, com o dissídio coletivo no TST (Tribunal Superior do Trabalho) foi a manobra autoritária utilizada pelos Correios. Após ter sido suspenso na segunda-feira (21), o julgamento da abusividade da greve será retomado nesta quinta-feira (24), a partir das 15h30.

Embora a relatora da sessão, na segunda-feira, tenha votado contrário a considerar a greve abusiva, outros dois desembargadores sinalizaram pela criminalização da mobilização dos ecetistas.

Ainda há, no STF (Supremo Tribunal Federal) um julgamento ocorrendo para decidir sobre direitos conquistados na greve de 2025 e que foram derrubados via liminar pelo ministro Alexandre de Moraes. Um verdadeiro absurdo, a mando da direção dos Correios e bancado pela Justiça.

Diante desse cenário, os trabalhadores dos Correios protestaram novamente em Brasília (DF), na terça-feira (22). Uma delegação da CSP-Conlutas continua na capital federal para acompanhar o desenrolar dos julgamentos.

Descaso na CEF

Na CEF o cenário não é muito diferente. O banco cogitou lançar mão do dissídio coletivo no início da greve, porém recuou. No entanto, a Caixa também não evoluiu a proposta a ponto de atender às principais demandas dos trabalhadores.

De norte a sul do país, a greve dos bancários segue forte, chegando a paralisar mais de 90% das agências em todo território nacional. A mobilização já é considerada uma das maiores da história da categoria.

Na última segunda-feira (21), os bancários rejeitaram por ampla maioria a proposta oferecida pela CEF. Agora as lideranças sindicais do movimento trabalham para construir uma contraproposta que será apresentada nos próximos dias.

Todo apoio!

A CSP-Conlutas está na linha de frente destas greves e acredita que somente a luta unificada dará força às categorias para enfrentar o descaso e a intransigência do governo federal. 

Não se pode abrir mão de direitos e os trabalhadores já mostraram que são capazes de obter vitórias juntos. Por isso, todo apoio e solidariedade às greve neste país e que o governo Lula retome as negociações com as categorias, já!

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