Contra reestruturação e ataques, trabalhadores do Correios decretam greve em todo país

CSP Conlutas
Contra reestruturação e ataques, trabalhadores do Correios decretam greve em todo país

A paciência dos trabalhadores dos Correios com o descaso e a intransigência da direção da empresa e do governo Lula acabou. A resposta é a greve decretada em todo o país, na noite da quinta-feira (10).

Na assembleia realizada em São Paulo, com mais de 500 ecetistas, a revolta estava estampada na expressão de todos. Poucas horas antes, na reunião no TST (Tribunal Superior do Trabalho), os Correios insistiram na proposta rebaixada e rejeitada pela categoria.

Nas assembleias que se sucederam, a greve por tempo indeterminado foi aprovada nas bases de 36 sindicatos, em todas as regiões do país. Agora, a CSP-Conlutas defende que é preciso botar o bloco na rua e pressionar o governo.

“Vamos fazer uma greve forte e que tome as principais ruas das capitais do país. Nós defendemos que em São Paulo seja realizado um grande ato na Avenida Paulista, com a participação dos sindicatos de todo o estado”, convoca Geraldinho Rodrigues, trabalhador dos Correios e membro da Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

Reivindicações

Os grevistas reivindicam, primeiramente, a suspensão da reestruturação dos Correios e o fim dos ataques como o fechamento de agências e centros de distribuição, demissões em PDV e a retirada de quebra de caixa com os atendentes.

No aspecto econômico, a luta é para manter o acordo atual que garante 100% do INPC (repõe a inflação do período), mais aumento real de salário. Além disso, os companheiros estão na luta em defesa do plano de saúde. A empresa quer economizar um bilhão e quatrocentos mil reais retirando sua parte na coparticipação do plano. Na prática, a ação piora o atendimento e encarece o custo de vida da categoria.

Geraldinho lembra que a luta também ocorre para manter as conquistas da greve de 2025, uma vez que a Justiça barrou uma série de direitos. “No ano passado o TST nos atendeu, mas o Supremo Tribunal Federal suspendeu partes do acordo por conta de uma liminar da empresa aceita por Alexandre Moraes”, explica. 

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A luta fica mais forte quando os trabalhadores se unem. A CSP-Conlutas defende a luta unificada dos trabalhadores dos Correios com os bancários que também estão de braços cruzados contra a ganância dos banqueiros.

Na segunda-feira (14), os bancários em greve realizarão uma passeata na Avenida Paulista, a partir das 11h30. A concentração ocorrerá em frente a estação Brigadeiro (Linha 2 - Verde do Metrô).

A categoria também cruzou os braços em resposta às propostas rebaixadas dos bancos e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), exigindo respeito, melhores condições de trabalho e a garantia de seus direitos específicos.

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